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A ESTRANHEZA DO DUPLO

AuthorAutor: Valton Miranda    CategoryMarcadores: , , , ,

Por Valton Miranda Leitão 

Introdução

Os limites estéticos entre o horroroso e absurdo de um lado e o harmonioso e agradável do outro são colocados por Freud no seu artigo “O Estranho”. Neste trabalho o medo que provoca o estrangeiro ou inusitado vai se articular com a deformação psicótica da realidade, a duplicação mental do sujeito e a construção fetichista.
O choque traumático do horror coloca em funcionamento a cisão mental que o ego é incapaz de processar, criando o ambiente psíquico propício à constituição psicótica da estranheza do duplo. Logo na introdução do seu texto Freud narra uma experiência pessoal numa viagem de trem, quando ao acordar pela madrugada viu refletido no grande espelho da porta da cabine a imagem de um estranho homem vestido de roupão e boné que, passado o susto, verificou ser a sua própria. A conexão deste evento com a destrutividade da pulsão de morte é então examinada, utilizando o livro “O Homem da Areia” de E. T. Hoffmann, configurando mais um notável trabalho de psicanálise aplicada.
Tendo em mente que a destrutividade ocorre no psiquismo concomitantemente com o desligamento libidinal, conseqüentemente decorre também disso a criação de uma neorealidade alucinatória. Examinarei o tema mais adiante, mas por enquanto tratarei da pulsão de morte em geral, pois pretendo que a estranheza traumática é também presente no choque cultural contemporâneo.
A violência no mundo atual é fenômeno extremamente complexo, cujos componentes vão desde a pulsão destrutiva humana, passam pela droga e alienação sociocultural e se integram na engenhoca da sociedade de consumo.
A destrutividade simbólica e/ou empobrecimento simbólico na cultura narcísica contemporânea se exprimem na superficialidade das idolatrias e no desligamento entre a imagem e o discurso.
Os signos ou objetos fetichizados da sociedade consumista, cujo modelo ideal é o automóvel de luxo, funcionam como um gigantesco espelho que reflete a imagem idealizada composta de prestígio, fama e beleza. A busca compulsiva pela imagem empobrece a comunicação afetiva pela linguagem, porque o fetiche descarta a palavra. A imagem mental é passagem necessária para o pensamento e a representação na linguagem. Quando isso não acontece, as emoções são lançadas diretamente no corpo ou no comportamento muitas vezes como doença psicossomática e conduta delinquencial. O tema do pacto com o demônio fica bem ajustado nessa configuração, porque Mefistófeles exprime a troca do amor pela inveja destrutiva, a inversão da comunicação afetiva pela palavra interesseira enquanto a imagem ilusória dissimula a falsificação mentirosa que destrói o sentimento do verdadeiro. Não se trata de moralismo, mas compreensão de uma verdade subjetiva quase palpável objetivamente. O filme do alemão Galeen, O Estudante de Praga, mostra tudo isso, usando a arte cinematográfica. O estudante Balduin está apaixonado por uma condessa que mora num castelo, nas proximidades da sua casa. Enquanto observa de longe uma suntuosa festa no palácio desejando a riqueza e a fama, aproxima-se dele um homem elegantemente vestido. Os dois conversam animadamente e vão até o apartamento do estudante. Ali, diante de um grande espelho, o homem diz: “posso lhe dar tudo que você quiser e quero apenas em troca a sua imagem dentro do espelho”. O estudante concorda enquanto o homem depois de retirar magicamente a imagem do espelho a enrola num papel e sai. Daí em diante, o jovem Balduin consegue tudo que deseja, mas não pode se mirar por um momento sequer em nada que reflita sua imagem.
A vida vai se tornando um frenesi desesperado, pois as pessoas se tornam simplesmente duplos sarcásticos da sua pessoa. Finalmente, transtornado, quebra seu grande espelho aos murros e enquanto se olha num caco, vê moribundo, pela última vez sua imagem verdadeira. O cineasta consegue metaforizar de forma notável a dinâmica inconsciente destrutiva quando a imagem mental de si mesmo é impregnada por emoções invejosas, ganância e arrogância estúpida. Goethe já mostrara no Fausto genialmente este processo que Freud não se cansa de assinalar. O maior clássico da literatura alemã é para o leitor psicanalítico o inconsciente freudiano em movimento. As várias dimensões estruturais exibem os vínculos mortíferos que o Dr. Fausto estabelece com as pessoas, durante o período em que se encontra guiado pela sedução de Mefistófeles.

A sua brilhante inteligência está dominada pelo narcisismo destrutivo que ao final do percurso se liberta da sedução mefistofélica. Fausto alia-se ao imperador, porque deseja o poder e a fama prometidos por Mefistófeles, e após criar o dinheiro (papel moeda) ambiciona conquistar a mais bela mulher que o gênio de Homero produziu, Helena de Troia, isso tudo depois de ter desprezado Gretchen grávida que desesperada mata afogado o filho recém-nascido. Finalmente, desliga-se de Mefistófeles e reencontra espiritualmente Margarida (Gretchen), sendo absolvido pelo Altíssimo que o trata como um gênio idealista romântico.
Deus e o diabo são representações respectivamente de amor e ódio, construção e destruição, ligação amorosa e indiferença narcísica, comunicação humana e anticomunicação eletrônico-midiático-informacional. A violência, palavra desgastada pelo uso, não pode ser resolvida nos marcos da sociedade capitalista de consumo, pois a imagem é o supremo diabo deste caldeirão faustiano, no qual a mídia despótica estimula tudo aquilo que imediatamente depois nega em nome de uma “ética da mentira”.
Tais considerações têm o objetivo de situar a psicopatologia do duplo no contexto da cultura narcísica atual. Portanto o texto de Freud que examino no livro “A Aura Enfeitiçada” não se resume ao trabalho de psicanálise aplicada, mas se inscreve num contexto literário e sociocultural de amplitude global. Assim escrevi: “No relato do seu artigo O estranho, Freud trabalha genialmente a relação entre o olhar e a castração. Por outro lado, o espantoso e o terrorífico podem emergir daquilo que é habitual e doméstico e, sendo assim, o amedrontador está subsumido na pacificidade do habitual”. E a seguir: “O locus suspectus se encontra na própria domesticidade da convivência. Freud diz que, da perspectiva lingüística, o unheimlich é apenas um acréscimo para denotar a repressão, pois o heimlich já contém a contradição dialética entre o estranho e o doméstico”. Dessa maneira, pode-se observar como o gênio do criador da psicanálise capta na estética do horror aquilo que o mito grego da medusa já prefigura na antiguidade clássica e Goethe poematizara no Fausto. Nesta fenomenologia tão abrangente os limites são de enorme porosidade, pois o objeto-fetiche interno e/ou externo tem sempre a qualidade de suspeição. É o locus suspectus que petrifica o olhar de Narciso incapaz de quebrar o espelho para ver a beleza da ninfa Eco. O amor é sacrificado para que o feitiço e fascinação do duplo possam atrair o personagem para a morte. A absurda necessidade que tem a psicose de duplicação para se aproximar da morte, somente pode ser compreendida recorrendo ao processo da função inconsciente abrigada no Id como destrutividade.
A cena final de “O Homem da Areia” na qual o estudante Nataniel se atira da torre que estava visitando com a noiva Clara, decorre do fato de ter percebido na multidão “lá em baixo”, o rosto de Copola, representação demoníaca da pulsão de morte. Ora, o polidor de lentes Copola que freqüentava o apartamento de Nataniel é um duplo do alquimista Copélios que costumava fazer misteriosas experiências alquimistas com o pai do estudante. [1]  No primeiro episódio psicótico, o garoto alucina Copélios jogando brasas nos seus olhos, por tê-lo apanhado escondido tentando expiar um experimento, tendo o pai na ocasião, muita dificuldade para acalmá-lo.
O exame freudiano do texto de Hoffmann situa a duplicação do substituto paterno persecutório na projeção/exteriorização paranóide de vários personagens cindidos entre vida e morte. Antes, porém Nataniel vai progressivamente perdendo o juízo de realidade, dividindo o ego entre o apaixonamento pela boneca Olímpia (robô construído pelo professor Spalanzani) e a busca de contato com a ligação amorosa em Clara, mulher de carne e osso.
Portanto o trabalho de Freud está inscrito no contexto da literatura fantástica na qual o simbolismo do duplo é metáfora e espelho, diálogo interno e externo, mas para a psicanálise principalmente cisão psicótica do ego.
O duplo na perspectiva que pretendo aqui, representa desde pequenos momentos confusionais como o vivido por Freud na sua viagem, até cisões mais amplas do ego nas quais o funcionamento esquizo-paranóide pode significar desesperança e morte.

Desenvolvimento

O intrigante fenômeno do duplo apresenta muitas variações que podem ser observadas nas várias descrições feitas por diferentes autores, naturalmente, penso que se trata de uma estrutura psicopatológica que aparece na clínica igualmente sob muitas formas diversas. O importante é assinalar aqui que estamos precisamente dentro da questão dos limites, limites entre o extremo desprazer e as formas de funcionamento gratificantes que incrivelmente o horror pode produzir. É sabido como o horroroso e o misterioso atraem e fascinam as pessoas como, por exemplo, no filme “O Estudante de Praga” que apresentei na introdução, mas igualmente em várias outras manifestações, tanto na literatura quanto na cinematografia ou no teatro. Os parques de diversão espalhados pelo mundo, sempre associam o horror e a vertigem para atrair crianças e adultos. Embora o vertiginoso seja em muitos casos associado ao horror, não é deste tema que me ocuparei aqui, mas simplesmente foco num ponto específico que diz respeito ao estranho ou estranheza do outro. Nesse sentido, estou buscando as várias formas clínicas mais diretamente relacionadas ao duplo, fortemente impregnadas de pulsão de morte.
Bion no seu trabalho O Gêmeo Imaginário apresenta clinicamente a estranheza persecutória do duplo em alguns pacientes. Além disso, vai buscar a origem desta ocorrência clínica tanto na vida intra-uterina, quanto na cisão do ego, com concomitante projeção de partes más do mesmo. Desse modo o fenômeno com o qual o psicanalista trabalha pode ser igualmente visto na arte em geral. Assim entre os casos apresentados na literatura podemos, examinando-os clinicamente, dizer que existem graus variados de infiltração psicótica na confluência do estranho, do horroroso e do vertiginoso onde os limites são tênues.
Evidentemente como já foi assinalado, morte, crueldade, prazer e dor são constantemente intercambiados no interior da fenomenologia do duplo. O mito de Jano antecipa essa divisão que Goethe imortalizará como o caminho faustiano entre o sublime e o hediondo num diálogo permanente que articula o Altíssimo a Mefistófeles. Freud no caso Schreber apresenta um delírio no qual o corpo e a alma num sentido de espírito estão implicados num processo de divisão fundamental. O processo delirante de Schreber duplica constantemente pessoas e objetos, atingindo de modo dramático o seu próprio corpo erógeno.
O delírio que frequentemente invade o soma nos casos de duplicação provoca uma separação que mais propriamente poderia ser chamada de excorporação. O estudante Nataniel de “O Estranho” vê o seu inimigo perseguidor alternativamente no alquimista Copélios e no vendedor de lentes Copola. Aqui é possível perceber inclusive na nomeação a duplicação que inscreve o texto de Hoffmann na grande literatura do duplo.
Os exemplos são inumeráveis como nos filmes O Médico e o Monstro, O Gordo e o Magro, como igualmente na literatura de Poe com William Wilson e Dostoievski com O Sósia[2] e igualmente na literatura fantástica de Jorge Luis Borges. Evidentemente os autores tratam de um fenômeno psicológico universal que pode na dependência do quantum de irrealidade ser vivido como paranóia, vertigem fantástica, comicidade ou humor em indivíduos ou grupos.
O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde é provavelmente a mais notável articulação entre narcisismo destrutivo, duplicação, especularidade e perversão reunidos numa obra de arte. O fato é que todos esses textos podem ser examinados como equivalentes de casos clínicos como na psicose do alferes Jacobino em O Espelho de Machado de Assis. A despersonalização na psicose do jovem oficial é mostrada como desintegração e confusão do ego com posterior reintegração através da visão num grande espelho de sua imagem fardada levando à retomada de si mesmo ou retorno ao verdadeiro self.
Nesse sentido faço a seguinte citação de Chuster p. 55 “O gêmeo imaginário, onipotentemente controlado num “continente”, por representar a projeção de aspectos maus e agressivos, tal como no Retrato de Dorian Gray, ou no conto William Wilson de Edgar Alan Poe, é um duplo no pleno sentido freudiano: uma parte má “recalcada” retorna produzindo os sentimentos desagradáveis de estranheza, ameaça, ou terror”.
Dessa maneira apresentei aqui alguns exemplos que mostram através da estranheza e do duplo como a noção psicanalítica de limite é importante para compreender não somente a significação conceitual da fronteira entre consciente e inconsciente, realidade e irrealidade, imagem e símbolo, mas igualmente entre outros elementos que mostrarei a seguir.

Conclusões

A noção de limite em psicanálise tem uma dimensão específica que somente pode ser aproximada de limites comportamentais ou limites geográficos num sentido descritivo e metafórico, na perspectiva aqui colocada, a noção de limite é polissêmica traduzindo fronteiras virtuais que incluem, por exemplo, o delírio onírico com suas imagens na passagem a linguagem conceitual ou limite entre a representação da pulsão na fantasia inconsciente e o vir a ser pré-consciente na representação de coisas. Num trabalho recente autores junguianos da universidade de Uberlândia examinando a literatura de Borges afirmam que sua ilusão fantástica fica entre a persona e a individuação que leva ao sentido do si mesmo.
Entretanto, do vértice aqui examinado o duplo é tendencialmente mais próximo da irrealidade da psicose, freqüentemente associado a desenvolvimentos paranóicos e destrutividade narcísica. Naturalmente a dinâmica edipiana se apresenta de forma evidente, mas as defesas primitivas do tipo identificação projetiva o inscrevem no pólo do narcisismo esquizo-paranóide.
A dinâmica da castração é deslocada para o olhar, a imagem e o espelho, tornando a identificação projetiva, com suas variações individuais e grupais, o seu instrumento operacional básico. Dessa forma, o sistema defensivo mais primitivo por cisão e projeção, tende a bloquear a passagem que leva ao Édipo, dificultando sua resolução e ingresso do sujeito na dimensão social e simbólica.
A formulação bioniana sobre a origem da estranheza do duplo encontrada no seu trabalho para membro associado da Sociedade Britânica de Psicanálise é colocada assim por Chuster: “De qualquer forma, em seu trabalho Bion enfatiza as teorias kleinianas da cisão e identificação projetiva para descrever a fantasia colhida com três pacientes, sobre a existência de um “gêmeo” mantido sob controle onipotente no ventre materno. Podemos conjeturar que esta fantasia trata da realidade do bebê não nascido (unborn baby), que podemos entender também como uma configuração do conceito de pré-concepção”. (Arnaldo Chuster p. 55)
Alguns elementos usualmente presentes no funcionamento desta forma psicopatológica podem ser listados embora naturalmente intercambiáveis ou faltantes.

1.      A especularidade com forte presença da imagem e do espelho.
2.      A identificação projetiva visual ou como diz Bion ocular.
3.      Cisão e identificação projetiva.
4.      Fantasias inconscientes esquizo-paranóides ou paranóia franca
5.      A pulsão de morte presente como destruição do inimigo interno ou morte do próprio sujeito.

Portanto, é possível conjeturar que tais manifestações exprimem uma tendência universal para a divisão interna individual e grupal de conformidade com as idéias de Bion sobre o conceito ampliado de identificação projetiva, narcisismoósocial-ismo e oscilação PSóD. Talvez o mais paradigmático componente do duplo seja a relação entre parte psicótica e não-psicótica da personalidade. Dessa forma seria possível dizer que quanto maior a parte psicótica da personalidade, com o conseqüente emprego de identificação projetiva maciça ocorreria concomitantemente diminuição do contato com a realidade, incremento da persecutoriedade e idealização da morte como saída ao sofrimento. Assim no conto de Hoffman O Estranho, Nataniel encontra a morte como saída desesperada, enquanto os personagens centrais de Poe e Dostoievski têm o mesmo destino. Nestas pessoas finalmente o limite entre a vida e a morte sendo impreciso torna-lhes a existência muito tormentosa.
O fato de a duplicação aparecer na literatura, na clínica psicanalítica ou na vida real como simples confusão ou alucinação pode está relacionado ao uso que o indivíduo faz da identificação projetiva massiva ou normal. Assim a operacionalização do fenômeno pode ser colocada pelo ângulo assinalado por Chuster (p.71) “a identificação projetiva tem a função de promover a recusa da realidade da cisão que tende à desobjetalização, isto apesar da aparente objetalização tentada pela projeção e pela identificação com as partes projetadas”.
Portanto, tal como as personalidades fronteiriças o duplo se inscreve no limite entre a parte psicótica e não psicótica da personalidade sugerindo, entretanto, maior proximidade com a pulsão de morte.
Finalizo este estudo com a seguinte trecho de Green, 2002, p. 636 citado por Perelberg, 2012, p. 81.

Eu presumo que, desde a época da ultima teoria de Freud das pulsões, nós tivemos de considerar a possibilidade de um narcisismo dual: um narcisismo positivo, cujo objetivo é alcançar a unidade, um narcisismo que visa à unidade – o investimento do self sendo alimentado, pelo menos parcialmente, à custa do investimento objetal; e um narcisismo negativo, que busca o nível zero, visando ao nada e aproximando-se da morte psíquica. Essa distinção não pode ser absorvida simplisticamente pelas distinções habituais entre narcisismo sadio e patológico. Um desequilíbrio em favor do narcisismo pode ser positivo e apesar disso patológico, porque empobrece os relacionamentos com os objetos. Todavia, ele é menos destrutivo do que o narcisismo negativo, que visa ao autoempobrecimento do sujeito quase ao ponto da aniquilação.


O conceito atual de narcisismo deu ao trabalho de Freud “O Estranho”, uma nova dimensão quanto à sua complexidade clínica, linguística e sócio-cultural. Além disso, a compreensão do funcionamento por identificação projetiva de Klein a Joseph permite compreender o entrelaçamento de emoções como a moderação e o excesso, a beleza e o horror que constituem o trágico.


Referências


Revista interdisciplinar de estudos ibérico e ibero-americana. Disponível em:  www.estudosibericos.com. Acessada em 18/07/2011. Uma perspectiva psicológica do duplo na literatura de Jorge Luis Borges Ruben de Oliveira Nascimento
Universidade Federal de Uberlândia – UFU - Membro do Centro de Pesquisas Estratégicas e Paulino Soares de Sousa, da UFJF.

CHUSTER, Arnaldo e Colaboradores. A psicanálise: dos modelos científicos aos princípios ético-estéticos. Companhia de Freud: Rio de Janeiro, 1999.

SIGMUND, Freud: Conflito e cultura: ensaios sobre sua vida, obra e legado/organização Michael S. Roth em associação com The Library of Congress. Tradução, Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, ed. 2000.


PERELBERG, Rosine Josef. Freud: uma leitura atual. Tradução Maria Adriana Verissimo Veronese; revisão técnica: Cátia Olivier Mello. Porto Alegre: Artemed, 2012





[1] É bom lembrar que a alquimia pretendia transformar  chumbo em ouro ou ao misturar mercúrio e enxofre conseguir o mesmo resultado.

[2] Nestes dois contos, o fenômeno da duplicação aparece respectivamente em William Wilson e Goliadkin como paranóia franca, alucinação e delírio, que O Estranho de Hoffmann apenas esboça.

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